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Você tem sotaque?

Nos cursos de Dicção e Oratória eu sempre faço este questionamento. Na verdade todos nós falamos com sotaque!
O sotaque não é caracterizado somente pela melodia e ritmo de fala, mas também pela pronúncia de sons e por gírias. Nosso modo de falar as palavras muda conforme a região do país.

Os sotaques brasileiros podem ser explicados por meio da história. Na região Sul, por exemplo, o português brasileiro sofreu influência dos idiomas falados pelos imigrantes italianos, alemães e povos do leste europeu. Além disso também tem influência dos países vizinhos como Argentina e Uruguai que fazem fronteira com o Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o sotaque lembra muito a prosódia (estudo da correta emissão das palavras) do idioma italiano. No Rio de Janeiro, encontramos o sotaque que mais se assemelha com o sotaque do português de Portugal, já que a cidade foi sede da corte portuguesa. Na região Norte, que recebeu menos imigrantes em virtude de questões geográficas, o sotaque está mais próximo das línguas indígenas, com as quais o português estabeleceu seu primeiro contato linguístico em terras brasileiras.

Quando viajamos pelo país, nossa sensibilidade aos sotaques fica ainda mais aguçada, A diferença pode ser tão significativa que você pode até mesmo sentir dificuldades para compreender algumas palavras e expressões que são característica de certa região. Tem pessoas com audição tão sensível que acabam “pegando” por um tempo, o sotaque da região por onde passou.

  • Algumas pessoas me perguntam se devem “perder” o sotaque original quando mudam de estado ou município?

Pois bem, eu costumo responder que: sotaque é natural, é cultural, é bem-vindo e devemos mantê-lo. Só suavizamos o sotaque e neutralizamos os sons e adequamos as gírias quando saímos do nosso “território” de origem ou se ele for dificultar a compreensão, do que está sendo falado, pelo interlocutor.

Por exemplo: em algumas regiões aqui do Rio Grande do Sul, principalmente onde a colonização é italiana ou germânica, a frase “Eu tenho um “carinho” para te dar” pode ser mal interpretada, quando falada, por quem não tem o mesmo sotaque. Traduzindo: a frase não fala de carinho/afeto como parece auditivamente, mas sim de “carrinho/carro. Neste caso, temos que entender o sotaque de origem do falante.

Não existe um sotaque melhor ou pior, certo ou errado, nem mesmo um jeito de falar que seja mais bonito: os sotaques fazem parte de nossa identidade e é um dos fatores que tornam o povo brasileiro tão diferenciado, expressivo e rico cultural.

Assista o que diz a Especialista em Voz, Bianca Aydos, sobre esse assunto:

 

 


Curso Realizado: Turmas do Curso de Dicção e Oratória (Módulo 1)

Abaixo as fotos das Turmas do Curso de Dicção e Oratória, módulo 1, realizadas nos meses de maio, junho, julho e agosto na Falando Bem!

         

         

 


Palestra Realizada: ACAMRECE 

Dia 02 de agosto Bianca Aydos palestrou sobre Comunicação de Impacto na ACAMRECE (Associação das Câmaras Municipais da Região Celeiro) em Três Passos/RS.

       

 


Curso Realizado: Curso de Neuroliderança!  

Foi realizado nos dias 03 e 04 de agosto  a 3ª Edição do Curso de Neuroliderança da Falando Bem ministrada pela nossa parceira Aline Dotta.

A edição foi um sucesso com turma lotada! No encontro foram abordados temas relacionados à Neurociência e como o nosso cérebro funciona, ferramentas práticas para extrair o melhor das pessoas, fundamentos da “neuroaprendizagem” e muito mais.

Se você deseja entender o extraordinário cérebro humano e sua exata aplicação nas relações interpessoais, venha participar da 4ª Edição do Curso de Neuroliderança da Falando Bem que acontecerá nos dias 09 e 10 de Outubro.

Inscreva-se já!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Matéria Prima da Expressividade

E tal a sua pressa de comunicação que eles se esquecem de aprender primeiro a expressar-se”.  Mário Quintana

Um ser humano se revela, principalmente, por suas atitudes de vida e por suas ideias, porém nem sempre consegue expressá-las como desejaria.

A voz não é só um som. Ela pode ser expressiva e pode “ganhar o mundo”! “A voz é a matéria prima da fala”, já dizia a fonoaudióloga Edmée Brandi. Sem ela não falaríamos.

O importante é chamar atenção do interlocutor por meio de uma voz agradável. É por ela que transmitimos mensagens, emoções e sentimentos, com a voz convencemos e conquistamos pessoas ou não…

Você já participou de uma palestra que o assunto era superinteressante e tinha tudo para ser um sucesso, mas você não conseguiu prestar a atenção em nada do que foi falado?

Muitas pessoas têm domínio do assunto, mas têm dificuldades em transmitir o conhecimento. Isto geralmente ocorre porque o orador apresenta voz monótona, chata, fraca, lenta fazendo com que o ouvinte desvie sua atenção e perca o interesse. A voz e a expressividade devem estar de “mãos dadas” com o conteúdo.

A habilidade comunicativa eficiente é de extrema importância no atual mercado, que a cada dia está mais competitivo. Comunicar bem e de forma interssante em apresentações, no trabalho em equipe, nas vendas, na delegação de atividades e na gestão de pessoas  faz toda a diferença.

Profissionais que buscam o aprimoramento da expressão verbal e não verbal e aplicam o conhecimento no dia-a-dia, encontram maior facilidade para manter uma fala fluente, organizada, convincente, clara e objetiva.

Não adianta dominar o assunto se não tiver o domínio do modo como se apresenta ao público. Isto significa que, se o indivíduo não tiver o controle da MATERIA PRIMA DA EXPRESSIVIDADE, que são a emoção, a respiração, a postura corporal, o contato visual, as pausas, a fala, a voz, não conseguirá transmitir o conteúdo de forma adequada e assertiva e perderá oportunidades de crescimento profissional e de negócios.

Como está a sua comunicação? Você está falando bem? Ou tem perdido oportunidades porque tem dificuldades de se comunicar e de se expressar em público?

O que você pode fazer para resolver o seu problema? Que tal participar do curso de Dicção e Oratória?